Ah! esta vontade de nada fazer ,ficar quieta, sossegada a olhar para coisa nenhuma. Fico pela vontade, porque na verdade eu tento fazer; a inercia vence, fico a olhar sem razão ,nem sei porque olho para a vontade de nada fazer. Os dias repetem-se, como os outros dias onde parada olho para a vontade de ficar apenas olhando à espera que algo aconteça fazer algo de útil, mas a vontade é nada, e aqui estou olhando para mim frente ao espelho esperando respostas para o que não sei, nem sei se quero saber o que aquela que está no reflexo do espelho parada sem vontade de nada me diga o que fazer. Há dias certos e incertos, dá vontade de despir o desassossego, vestir a vontade para entender esse mundo que habito só porque sim.
Ah,! esta vontade de nada fazer, com vontade que tudo se faça sem essa do politicamente correcto que me cansa e me afasta à vontade de fazer o possível e o impossível para ser eu mesma. A vida segreda-me, faz, eu escuto a versão contrária, a que me convém, deixa-te estar, faz só o que te apetece...obediente, e por alguma razão que desconheço ,sem vontade de fazer nada continuo a olhar para o espelho sem me reconhecer neste tempo que começa a ser pouco e quase inútil. Há dias que se repetem!...
Ah,! esta vontade de nada fazer, com vontade que tudo se faça sem essa do politicamente correcto que me cansa e me afasta à vontade de fazer o possível e o impossível para ser eu mesma. A vida segreda-me, faz, eu escuto a versão contrária, a que me convém, deixa-te estar, faz só o que te apetece...obediente, e por alguma razão que desconheço ,sem vontade de fazer nada continuo a olhar para o espelho sem me reconhecer neste tempo que começa a ser pouco e quase inútil. Há dias que se repetem!...
Célia M Cavaco,In DESVIOS
ARTE: (?)
