sexta-feira, 6 de abril de 2018



Uma dor sem abrigo voa rumo ao silêncio. Pousa a transparência mística nos sentidos desfolhados pela fuga das palavras ausentes, ondula rasgos de semi consciência perpetuada nas folhas amarrotadas das árvores caducas.As folhas espalhadas pelo chão abafam passos.Seres místicos povoam o eco profundo das nossas almas.Luxuriante arvoredo, acasala os raios de sol com a penumbra que esconde a turbulência das folhas envelhecidas,tal como o poema no livro encadernado,esquecido na perpétua infância.Folhear as páginas,faz revisitar confidências expostas da alma do poeta,o poema, é só o texto na folhagem da árvore.







Célia M Cavaco,InDesvios






Foto: Janek Sedlar