segunda-feira, 9 de novembro de 2015





Precisa desprender-se!...Todo o terreno da sensibilidade se arrasta na hipersensibilidade da alma, que carrega o corpo coberto de raízes profundas, enraizando a doçura dos gestos.A profundidade do rosto, sulca-se por estalactites ,lágrimas cristalizadas, em direcção a inúmeros fios de água, cascata de emoções contidas,onde irá brotar, o erotismo lírico das palavras. Transgressão sedimentada,
 na poesia vadia,solta,sem regras.O silêncio cúmplice, exerce o acto de escrever.A tomada da consciência,revoluciona-se com o primeiro acto (...)  O amor, a narrativa insondável de qualquer poema.As mãos,tocam a evolução do pensamento da alma.







Célia M Cavaco / Desvios







Imagem:Noelle Buske