domingo, 11 de outubro de 2015




Não sou rio,nem margens onde possas buscar sossego.
Sou afluente,sou passagem de corrente a desaguar
nesse mar enorme de águas irrequietas,mas de acalmia
após a tempestade amainar.
Sou de tudo um pouco,porto de abrigo onde repousas a 
a fadiga do corpo amotinado pelas marés da intranquilidade.
Sou recolha de tormentas, num abrigo agitado no canto das gaivotas...
Procuro!... Ouvir a tua voz, na contraluz  quando te espero no regresso
d´um horizonte incandescente.

Sou a foz do retorno,navego de encontro a todas as contradições.





Célia M Cavaco / Desvios





Imagem: Felicia Simion (?)