Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
sábado, 24 de outubro de 2015
De ti, sei caminhos, lugares imaginados,
madrugadas inesperadas,lugares vazios desencontrados
Silêncios permanentes, manhãs comuns, nubladas heresias...
Pássaros errantes perseguem sombras fugitivas.
De ti, sei as mãos ásperas da ternura esquecida.
O fogo que arde sem aquecer,o doer descontente...
Permaneço na espera anunciada,aguardo a eternidade
renascida das cinzas sem lume...
De ti, sei os labirintos,a nudez perfeita da lua, na pele da
noite,a memória das estrelas iluminam angustias matinais,
o afago recontado no vago improviso.
De ti,sei a cor do olhar,o deslizar agitado do vento que
cobre as palavras que clamam o poema que não existe.
Célia M Cavaco / Desvio
