terça-feira, 6 de outubro de 2015





As palavras que calo,não as escrevo,nem as digo em voz alta.
São minhas,são dum silêncio disperso que soltam o grito rasgado
dentro do meu peito.
As palavras perseguem-me,como um delírio febril,penso até que se ouvem
no regresso das nocturnas manhãs ,onde a luz encobriu o silêncio e escreveu os meus segredos.
Deixo então ressoar a minha paixão louca pelas palavras ocultas na clandestinidade da minha boca.As palavras que calo,soltar-se-ão cansadas dum caminho sem tempo.O poente, esconde para lá das cores, o meu arco-íris onde ninguém me conhece,nem o segredo destas palavras que não escrevo...








Célia M Cavaco / Desvios






Imagem: Google