segunda-feira, 5 de outubro de 2015







Que ninguém me acuse de coisa alguma.
Nada sei,nem mesmo eu,me acuso...
Numa demência desconcertante,
Sequestro à noite as sombras que partem
em exílio premeditado, fragmentos que não
tenho,a lucidez é incompatível com o sentir.
Divago na subtil decepção,que é a perda da
minha liberdade.Vivo na monotonia do presente.
A indiferença, acorda as realidades...
Interditei os sonhos, nos gestos afago
o abandono da minha evasão...






Célia M Cavaco / Desvios







Imagem: Jerry N. Uelsmann