domingo, 6 de setembro de 2015




Nada é por acaso.Dormiu sobre o amor,e acordou com o amor. Deu-lhe para pensar sobre o que seria o amor,interrogou-se,deu a si mesma respostas." O amor é o amor-e depois?! "
Como se na poesia se encontrasse a resposta,para saber do amor. O amor é dar e receber,é a incondicional vontade de permanecer,é estar perto da ternura permanente. O aconchego dos corpos ao abraço.Estar presente nas horas vagas,estar ao alcance de uma chamada. Partilhar lágrimas de alegria. Chorar,rir,voltar a chorar sempre que um deles parte. Porque há amores que partem e deixam um vazio permanente na memória,que faz o coração saltar pela boca. Que dá borboletas no estômago (...). Há o amor de Primavera,Verão, Outono,o amor de todas as estações,como se amor se pudesse dividir matemáticamente. Puder pode,mas o amor multiplica-se nas vontades. No amor vale tudo,ou quase tudo.Voltou ao início,o que é o amor? Poéticamente é um unir de afectos,é a união de corpos,o beijo trocado, a noite a invadir o sonho,o amor é...
Sentir-se numa encruzilhada de palavras loucas... não saber definir vontades tardias, porque o amor não tem hora...Saber-se amada (o) como um amor de fruto maduro,no cair da folha no Outono. O amor de silêncios,o amor que posou e permanece para além dos anos,o amor de cabelos brancos,rugas perfeitas, que dão charme ao olhos de quem nos ama. O amor é não ter medos,o amor torna-se eterno,o amor não tem idade. O Amor é?!...







Célia M Cavaco / Desvios






Foto: Vivianne Bellini