sábado, 29 de agosto de 2015




Escondo-me nas palavras
cruzadas do poema
a intimidade da poesia.

Abro a veia, que pulsa nas mãos
fechadas onde mil sonhos escrevem
a penumbra da alma atribulada
em horas de agonia.

Passeando na incerteza,o que escreve
o poema senão mascarar a fantasia?...
pode ser amor,lágrimas ofuscadas pela
bruma do poema imperfeito, perdido
na solidão que a mão traçou.





Célia M Cavaco / Desvios