segunda-feira, 13 de julho de 2015




Sou alma perdida
de muitas vidas
não me conheço
sei que sou no espelho
reflexo de outras.



Sou timoneira de mim mesma
o meu barco afundou-se
num mar revolto de tempestades



Que como as faces da lua
tenta encontrar a luz do farol
para um calmo regresso ao cais



Entre tantas visões
há uma que me acalma.
O meu regresso com as
velas hasteadas do meu
pequeno barco sem remos




Célia M Cavaco / Desvios