Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
terça-feira, 14 de julho de 2015
(...)
Não é por ti,que a minha tristeza se instala sem algo de concreto. É um estado emocional de há muito . É como uma previsão da minha inexistência. É uma mágoa que dói sem os outros verem.Mesmo assim resisto,ando pelos outros,ou então sem que me aperceba faço-o pela sobrevivência do meu corpo físico. O outro,o espiritual tão aguerrido tão cheio de vida desmoronou. Aos poucos está sendo enfraquecido pelas constantes desilusões. Nada é puro,tudo é com interpretações egoístas. Ainda assim,estou aqui por ti,acredito em ti.Sejas tu quem quer que sejas.Não me desiludas,como o meu corpo que era resistente. Agora ele um frágil adereço, vestido de roupas de mulher que adormece nos sonos trocados do dias.
Célia M Cavaco / Desvios
