sábado, 27 de junho de 2015




Aquela praia,aquele lugar reservado logo pela manhã,era um momento único do dia. O fresco antes do calor apertar,o cheiro característico daquela praia é uma memória frequente.É como reviver a magia de um tempo,em que a casa era habitada pela confusão que gerava a alegria das férias. A escolha era unânime,rumo ao sul com a certeza de que os dias passariam a correr.Mas valia a pena todo o cansaço.As crianças escolhiam o que levar,os adultos preocupavam-se com o descanso desses dias.Acordar cedo,tomar banhos de mar até sentir o corpo moído,um almoço leve para poder entrar na água as vezes que apetecesse.Enfim,eram os tempos da juventude,da inocência de acreditar que o tempo não era bastardo.Ninguém ali iria envelhecer,ninguém sairia de casa,As crianças, seriam sempre as nossas crianças, barulhentas, que discutiam o lugar  atrás no carro,mas,que adormeciam pelo cansaço da viagem...
Belos tempos, hoje olhando para trás, falta tanta gente.Ninguém é o mesmo,todos cresceram,todos estão longe dos afectos da altura.O tempo venceu,fez-nos crescer e envelhecer.


Célia M Cavaco /Desvios