sábado, 31 de dezembro de 2016







Pela sombra resguardo-me do olhar
que me queima
com as mãos tacteio o sorriso com
que me dispo.
Despida de versos as palavras dobram
à vontade de serem poema,
essa intemporalidade de palavras voláteis
um voo de aves  me abraça onde ninho
descanso a solidão.
De encontro ao mar da tranquilidade a lua
ilumina o imutável corpo num outro avesso
de mim.










Célia M Cavaco / Desvios