Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
sexta-feira, 11 de novembro de 2016
Do vento norte, a fúria e a tempestade inquietam os medos que resultam do medo, ao silêncio abrupto das páginas arrancadas na escuridão do desassossego. O volátil tempo que foi,sem rumo, os ventos trouxeram a ave que pousou na alvorada do sonho .
Em volta, na janela aberta, os ramos batem na indiferente escuridão como fantasmas no dilúvio das recordações despidas. O frio, cobre o corpo de vestes na virgindade feita de rasgos loucos da memória sensorial.
A felicidade adormecida no poema gasto,o humano de nós a repetir-se no poema.Uma vida por um momento,quando há um sentido para o retorno.
Célia M Cavaco / Desvios
