quinta-feira, 17 de novembro de 2016









Aos poucos dou-me ao abandono, respiro, deixo de ser o elo mais importante.Ainda que o oxigénio seja necessário para a sobrevivência,quero fugir ao respirar,deixar-me ir como uma planta sem água.Apenas eu sei de mim,os outros respiram por todos sem nada que os incomode.Já eu,tenho medo de respirar o ar irrespirável da existência. Amei a imperfeição,desnudei medos implacáveis,fugi das palavras destrutivas.O instinto diz-me como personagem que avance sem receio,já a sensibilidade segreda que me aquiete e escute a razão .O silêncio fala,o corpo  recusa aceitar que possa ainda ser o "eu" neste conflito de existência. Respiro por breves instantes,a vida apela ao bom senso.Aprendo por momentos antes do abandono que sou a alma da minha própria memória.Respiro!...









Célia M Cavaco / Desvios