quinta-feira, 22 de setembro de 2016



Preciso urgentemente de saber-me poeta,urge o tempo que se esvai pelos dedos da mão. Escrever o que grito e consinto neste despir de folhas. Nua de palavras,sem abrigo de sentimentos,pária sem lugar de estar onde por aí me perco.
A urgência impera,o tempo é de Outono,sou por pouco tempo a princesa de um castelo desmoronado.Por caminhos inimagináveis fiz estrada de muitas luas,noites de todas as estrelas que iluminaram o corpo nu de preconceitos.
Preciso urgentemente de mãos que me prendam à vida,de palavras que saibam como vestir todas as minhas transparências.
Preciso de tudo e de nada,sou vento de todas as folhas que despi na passagem onde só um dia soube estar sem saber ficar no eterno de mim,sombra do que ainda hei-de ser,folha de um único poema.








Célia M Cavaco / Desvios