terça-feira, 2 de agosto de 2016










Aqueles dias insuportáveis,o vento que não existe,a chuva que cai sem molhar,as lágrimas que teimam em cair abrindo sulcos nas rugas que não são.O olhar longínquo tendo-te tão perto, a brisa que beija a tua ausência. A manifesta saudade de ser tanto de ti no corpo dolente.A dormência das horas que passam a ser longas,as folhas que voam ao encontro da terra nascida e plantada dentro do peito. Uma rasga consciência de nada,a árvore espiritual onde me deito, frondosos ramos que adormecem o meu cansaço. Aqueles dias que se repetem depois de ti...









Célia M Cavaco / Desvios