Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Aqueles dias insuportáveis,o vento que não existe,a chuva que cai sem molhar,as lágrimas que teimam em cair abrindo sulcos nas rugas que não são.O olhar longínquo tendo-te tão perto, a brisa que beija a tua ausência. A manifesta saudade de ser tanto de ti no corpo dolente.A dormência das horas que passam a ser longas,as folhas que voam ao encontro da terra nascida e plantada dentro do peito. Uma rasga consciência de nada,a árvore espiritual onde me deito, frondosos ramos que adormecem o meu cansaço. Aqueles dias que se repetem depois de ti...
Célia M Cavaco / Desvios
