sábado, 9 de julho de 2016







Que posso eu escrever se apenas as tuas mãos baptizam a sinuosa curva do verso que veste o meu corpo?...
Ousamos a aventura nesse mar onde se agitam desejos em voos de inconsciência.Ondas temperadas mergulham dentro da pele ora húmida,ora molhada pela brisa dos ventos alisios que nos cobre a vasta e deserta vontade de sermos a noite e o dia. A pureza dos gestos molda-nos o limiar da sensibilidade. As mãos  ressuscitam a transparente escultura de sermos um.














Célia M Cavaco / Desvios












Arte: A.Andrew Gonzales