Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
terça-feira, 21 de junho de 2016
Olhou em redor da sala. Olhou o candeeiro do tecto,contou as lâmpadas que iluminam a sala,a sua sala. Olhou para o móvel grande de carvalho,contou as chávenas que estão na vitrine pintadas à mão, dois quadros de aguarela que simbolizam a Primavera e o Outono. A camilha estampada com tecido vitoriano. As molduras suficientes para recordar.Os livros de arte, os dicionários desactualizados.Outros livros,romances de noites de verão.Um tapete azul,azul renascentista.A porta de saída,a porta de entrada.O mundo resume-se àquela sala onde as palavras se escrevem a si mesmas . Passa suavemente a mão pelo imaginário. Dá por si a perguntar porque existem as lágrimas. (?)...
Célia M Cavaco / Desvios
