quarta-feira, 8 de junho de 2016





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Era uma vez... lembrar algo entranhado, mas prazeroso, que a memória recorda como um tempo feliz. Quase todas as histórias começam com: Era uma vez...podia,e, pode ser uma história de amor aos pedaços,que fez crescer água na boca .Pelo título, lembra um doce que se comeu devagar para durar sempre, Um desejo infinito de tanta coisa,presente,passado e futuro. Era uma vez,tem o momento.O passado é desejo de repetir algo de muito bem querer . Nem todo o passado é negativo, sem passado não havia presente. Estou feliz,ou fui feliz...caso a caso. A andorinha volta ao beiral para encontrar o que deixou na partida,ainda que possa estar destruído tem a presença duma passagem que foi uma primavera . A partida foi necessária para fazer a viagem,toda a viagem tem regresso,quer seja espiritual quer presencial. Esta ultima é a dos abraços, do peito,do beijo,do olhar que embacia a janela da alma. A espiritual, é de sensações e brisas ternas e eternas.Os verbos transformam os sentidos,eu quero,ou queria uma conjugação perfeita.Sou feliz,ou era,ou fui feliz é subjectivo, não combina,porque o que interessa é ser feliz no presente. O passado é hoje, a escolha de passos que se perderam,mas num dado momento, traz o regresso o inicio da história que foi uma vez,outra vez,tantas,como o contar do tempo que faz a narrativa ser longa, como a vida breve de um qualquer momento.Há conjugações quase perfeitas,o final escreve-se a contar a história,com principio,meio e fim...











Célia M Cavaco / Desvios










Imagem: ( google )