terça-feira, 17 de maio de 2016




Um olhar de frente para a objectiva,onde imagens se acumulam a preto e branco num álbum . Tanta gente,tantos silêncios, gerações que assomaram através dos vidros fechados nas janelas sem cortinas por mãos que foram de criança, as mesmas, vêm-se enrugadas em torno das pregas e nas rugas o olhar que antes viram primaveras.Agora têm lentes a enfeitar os rostos de outras janelas, onde a alma espreita as horas sonolentas balouçadas nas cadeiras arrumadas na sala onde a janela é o único lugar onde o mundo acontece lentamente como os anos de quem habita por detrás dos vidros baços.









Célia M Cavaco / Desvios