Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
A chuva contínua,o tempo escuro,a casa vazia, um silêncio instável e incomodativo. O livro ao lado do silêncio,um dia repetitivo. A mala de roupa para a viagem,somente duas peças para vestir a nudez.Um dia apenas, um dia de ir e vir para o mesmo regresso. Um só dia para se mostrar,se dar a conhecer numa viagem de estrada feita. A mala pesada pelas duas peças,não podia reduzir o peso,o mais, era o corpo que ia como excedente. Pensou no mínimo para poder voltar sem promessas.Pelo meio, o sinal de estrada sem saída...
Célia M Cavaco / Desvios
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