quarta-feira, 6 de abril de 2016





Não sei de mim,não sei de caminhos,não sei que voo ousei pousar na árvore do tempo . Levantar voo,para que lugar? para que galho?... que rumo tomar quando tudo é confuso,tudo é nada perante o inútil desapego que me abraça.A inercia confunde-me,ontem era vida,era liberdade,era a queda de um anjo nos braços que me acolheram no sono perfeito. Nada sei!...Tentarei  voar sem medos para outros lugares, onde os anjos se possam abraçar sem quebrarem as asas da frágil identidade.
Nada sei, sei a imperfeição que me completa. Sou ave que voa no prazer de chegar...








Célia M Cavaco / Desvios