Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Vejo-te ali,a olhar a distância que nos separa.O mar trouxe-te num dia de encontro e sol na areia da praia .Já passou tanto tempo...
Vejo-te ali, num barco cruzado num oceano de lágrimas remadas em tempestade tropical. Estou cansada de remar por águas agitadas, sem margens, nem leito onde possa descansar a foz do meu peito. Que descubras um porto de abrigo,apelo que que me tolhe os movimentos de chamar-te com o coração.
Na ausência mitigo a dor. Vejo-te ali, farol onde atraco a melancolia. Sou ilha longínqua,espero-te em todas as marés,em todas as luas.Somos ambos marinheiros de todas as águas...
Célia M Cavaco / Desvios
Photo: IIayda Portakaloglu
