Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
sábado, 5 de março de 2016
O céu abriu-se,todas as lágrimas caíram num temporal inesperado. Um destino, um enredo. Será sempre assim,são assim os sonhos intranquilos. O mar a seus pés,o azul envergonhado do céu. Olhou como se estivesse deitada numa nuvem e de lá pudesse olhar o infinito das coisas. Queria ser Deus,queria ser fada,queria a perfeição para todos os males que naquele momento estavam caídos no seu regaço. A eminente partida sem regresso,pela primeira vez apercebeu-se que ninguém é imortal. Pelo menos aqueles de quem gostamos e pensávamos serem eternos. Tudo tão frágil,tudo num próximo adeus...Não sei como dizer-te,não sei se volto ao teu abrigo.Não sei,não sei se estou de partida. Estou aqui enquanto me sobreviveres. Sabes que sim...
Célia M Cavaco / Desvios
Photo: Célia M. C.
