sábado, 26 de março de 2016





Gosto de ti ao fim da tarde quando o cansaço procura abrigo dentro dos teus afectos. A noite aproxima-se,devagar,tão devagar que adormeço sobre o aconchego do silêncio. A penumbra tem sombras desenhadas com arte de decoração. Somos dois,a tarde e a noite. A lua e a claridade da alvorada. Gosto de ti pela madrugada,à noite gosto-te de ver chegar de mansinho no leito onde repouso as horas do dia que se fizeram tarde. Gosto de ti,simplesmente gostando de saber-te perto nas litúrgicas horas do dia.










Célia M Cavaco / Desvios