sábado, 6 de fevereiro de 2016





Como se nada existisse, deitada sobre o corpo debruçado entre a alma e o espírito, dorme sem saber que a noite é a única companhia que fica no lado frio da cama,o lado invisível do outro que nunca soube estar,nem ficar ao lado do coração. O coração cativa-se antes de tudo. Olha-se o corpo,esquecendo o coração,quando é ele que ama tudo o resto. Perdida entre os braços que abraça, a noite fez-se dia. As trevas, e o frio, desaparecem no espreguiçar que espanta e afugenta os medos da noite. Tanto espaço ocupado por um corpo ausente de presença...










Célia M Cavaco / Desvios