Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
sábado, 31 de outubro de 2015
Porque tento chegar ao mar da vida,se tenho todas as marés por navegar? Todas as luas, para, por força de vontade nadar nas maresias do meu acordar. Ah,se eu por todos os caminhos marítimos naufragasse as minhas vontades,que bom seria, mergulhar o corpo no baptismo da água fria,e rejuvenescer os anos que se perderam sem orientação,onde o desnorte ficou com a bússola da felicidade. Sem ventos,o catavento deixou à deriva...O barco sem remos,os braços cansados, de remar contra todas as marés e tempestades. Sempre em contramão,onde vou,tu regressas...Não fosse as gaivotas,o meu cansaço nunca atracaria no cais, onde a luz do farol aguarda o meu descanso...
Célia M Cavaco / Desvios
Arte: Brita Seifert
