Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Todos nós fizemos coisas impensáveis na nossa juventude. Depois dá-se um clic,e passamos à responsabilidade de tentar fazer tudo certinho,nada que prejudique a imagem,ou de certo modo alterar a postura do antes para o depois. Nalguns casos,e são muitos. Quantos não reclamaram dos não (s) dados pelo pai ou pela mãe? salvo raras excepções levávamos sempre a nossa vontade avante. Depois,anos mais tarde damos por nós a dar um não aos nossos filhos;o ciclo repete-se,com uma agravante penso eu .Marcarmos a hora de chegada a casa,tantas vezes com falta de cumprimento. Ah! pois é!...
E mais,ouvir-se a chave na porta e dar uma corrida para a cama fingindo um sono pesado.No dia seguinte com a maior cara de pau perguntar:
- A que horas chegaste a casa?
- Ó mãe deixa-te disso,bem ouvi tu correres para a cama...
- Eu? dormi a noite toda sem acordar.
É-lhes conhecida esta história? E aquela de estar a ver televisão ansiosa com o comando a fazer zapping pelos canais? De repente ouve-se a chave,pega-se num livro (claro,tudo programado) e fazemos de conta que o livro é interessante,e chega a criatura filho (a) com uma cara de gozo,e diz-nos:
- Agora lês o livro de pernas para o ar?
Upss!...
E assim crescem as pestinhas,sim,as pestinhas que no futuro irão fazer o mesmo ou então o mais radical.Se não os podes vencer, junta-te a eles.E toca de levá-los aos lugares antes sem acesso,e que nós procurávamos entrar como se fossemos os maiores,claro que não havia os perigos de agora.Porque de resto as histórias são mais ou menos as mesmas,e irão repetir-se de geração em geração...
Célia M Cavaco / Desvios
Imagem:My baby blue blog
