terça-feira, 21 de julho de 2015




Aqui e ali,faço pontas e nós.
Umas soltas,outras sem ponta
por onde se lhe pegue.
Assim sou eu.Aquela
que procura além do que
se vê.Pontas soltas deixadas
ao acaso, ontem,hoje
amanhã,sei lá eu,os nós que
desato no crepúsculo solitário
ao fim do dia.
Os acordes dos nocturnos são
pontas soltas nas teclas do piano
e nós amargurados dentro do
coração só sem dó dos nós
que lhe dão.
Quero voltar! Quero regressar
ao ponto de partida sem pontas
soltas; o estar em ti, um regresso!
Procurando aqui, e além, a minha
alma sofrida e fugidia



(re)inventando-me...






Célia M Cavaco / Desvios