terça-feira, 16 de junho de 2015










Sabes? de vez em quando apetece-me dar razão à minha evasão de palavras(...).Não respondas, ouve só; sabes que as palavras me tranquilizam?sabes que é nos livros que busco a serenidade que preciso?!... antes dos amigos,procuro sempre os livros,é neles que as minhas mãos passeiam,é neles que chego a adormecer.É também nos livros que as minhas lágrimas caem,por vezes,e só às vezes largo sorrisos por coisas tão disparatadas que outros escrevem;palavras ridículas que o amor,somente o amor faz escrever...
Por aqui passo,partilho o que gosto,sou responsável pelos meus gostos pessoais,se gostares, fico feliz;é como comungarmos os mesmos estados emocionais,somente isso.Não confundas serenidade com nostálgia,solidão,ou o que possas interpretar,não sou visível aos teus olhos.Eu mesma,sou para mim uma incógnita,todos temos os nossos dias,uns alegres outros menos sorridentes.É como as estações do ano,gosto do Outono,tu possivelmente detestas.Vês? somos todos iguais mas diferentes,por isso respeito os gostos e os ideais de cada um.A ti,tenho um respeito enorme,nem tudo é vermelho ou azul...
A poesia,ah a poesia, escolho-a ao acaso,mas,a verdade mesmo é que tenho de a sentir,tenho de ler as palavras,quase,quase que oiço o poeta a riscar o papel quando a escreve,mas isso sou eu.Tu,interpretas como quiseres,mas não baralhes, cada poema escolhido nada tem a ver comigo.Eu? sou só uma amante das palavras...



Célia Maria Cavaco /Desvios