Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quinta-feira, 25 de junho de 2015
Na persistência da procura.Derrubo passos,levanto-me quando devia pedir paz.
A paz que tanto anseio, transparece nas folhas de rascunho rasgadas abruptamente na confusão de querer a perfeição do que não sou.
As feridas nos dedos das mãos de tentar dedilhar as cordas onde estendo bocados de mim.Nada mais sou, que tempestades emocionais,retalhos reconstruidos na urgência da oração. Perdoai-me no que não confesso.As tardes de folhas soltas em recados de vento norte. A imagem sem reflexo no vidro que não me vejo. Não há como contar uma história,sem que haja um cordão umbilical...
Célia M Cavaco / Desvios
Arte: Christian Schloe
