sexta-feira, 20 de setembro de 2019




Contradições de mim...
Às vezes perdemos tanto de nós,do que é nosso que não
damos conta que nos tornamos solitários,a partir daí vivemos uma marginalidade de afectos.Gostamos muito,mais até do que é possível para preencher ou colmatar uma outra forma de ver e viver os momentos. Há a idade da inocência,há a idade do crepúsculo,quando aí chegamos temos uma visualização do que nos faz bem,escolhemos criteriosamente o difícil,o fácil é talvez o medo,o medo de estar só,o medo de não acabar a vida da forma mais digna,chegamos atingir a perfeição quando nos damos da maneira mais difícil,se o coração aceita,é porque o primeiro olhar é aceitar a simplicidade do que achamos ser difícil de alcançar.Dia a dia,faz um dia de cada vez.Subimos,jamais queremos descer ao ponto de estarmos numa solidão propositada acompanhados por nós mesmos nesse nosso papel principal.A idade que nos pertence ter quando aprendemos a ser nós mesmos antes do cair do pano.
Todos somos solitários quando estamos acompanhados por esses momentos únicos, quando conseguimos ouvir-nos nesse silêncio tão nosso,tão difícil,tão fácil de fazer acontecer e querer...


Célia Cavaco,In MOMENTOS ECOLÓGICOS