terça-feira, 29 de novembro de 2016











Sinto-te no meu silêncio,habitas nele
com uma morada incerta.
Por vezes vestes de bruma o meu corpo solitário,
só, sem rumo de mar,sem rumo ao abrigo desejado
tantas vezes naufrágio,outras tantas de solidão procurada.
Sinto-te,sinto-me correnteza de água,ilha nos teus braços
na minha sobrevivência.
Rumo de fragmentos,encruzilhada de rios,mares nossos
navegados de gestos inevitáveis cansados de labirintos.













Célia M Cavaco / Desvios