Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Aquela praia de areia d´um outro lugar distante,um postal ilustrado duma distância longínqua. As águas quentes conseguiam refrescar o corpo eróticamente quente pelo sol daquele lugar distante. A sombra da palmeira,o farol no meio da praia.Um paraíso solitário, na paisagem de cheiros exóticos. Estranho lugar que fazia as pessoas serem felizes e sem preocupações exteriores. As crianças brancas com a outra criança de cor como protectora.As manhã,as tardes, e as noites, tinham o cheiro das acácias rubras. À noite, as estrelas iluminavam a lua. O tambor distante, tocava rumores lamuriantes,com guerreiros num festim feito danças e cantares negros. A farinha de mandioca acompanhada pelo peixe seco no óleo de palma como única refeição. Ouvia-se a terra a clamar a dança tribal. A sonolência pela madrugada adentro.Um lugar distante,onde menina era senhora...
Célia M Cavaco / Desvios
