sexta-feira, 18 de março de 2016





E porque o dia amanheceu igual a tantos outros,não sei nada... Ontem não sei que dia foi. Hoje?... Chove...  Amanhã será certamente igual a tantos outros que não me lembro de estar neles. Sei  que acordo dum sono onde não dormi. Um cansaço,um extremo cansaço de procurar-te. Apenas sei da sobrevivência exausta do corpo que pesa nos ombros doridos. Nada sei de mim,nunca sei de mim.Tento procurar-me antes de tudo.Depois...perco-me numa encruzilhada de sonhos.Um acordar nu,um olhar de rotina,tudo igual. O corpo por vestir,a nudez vestida de mãos sonâmbulas.As minhas!...As tuas? Onde estão as mãos que de noite acendem a luz do quarto escuro.Onde?...










Célia M Cavaco / Desvios