Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
sábado, 5 de dezembro de 2015
No mais prolongado silencio,as palavras faltam ao encontro da escrita.
Sem tempo, sem urgência, existe tempos mortos sem compasso de espera.
Despida de vogais,nua de sílabas,a palavra adensa o mistério.Mantém a escrita ao abandono,um círculo vazio,nada se altera... As palavras simples continuam indiferentes,somente uma folha,um rascunho,um prefácio na ultima página.O enredo sem história,o isolamento próprio do autor que não sabe como começar.As palavras viram frases,um recomeço,uma linha sem margem.Um rasgo de génio dá início à narrativa.
Juntar palavras,dar um estilo,começar do fim para ser o princípio.Nasce a triologia entre o papel,a caneta e a mão.O pensamento é o início de qualquer coisa...
Célia M Cavaco / Desvios
