Abrir um blog de poesia, nada de especial. Mas um blog onde se pode escrever palavras, momentos a partilhar, é um atrevimento, que poderá ser uma ousadia. A minha, onde por instantes viro uma suposta página do meu livro.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
A ausência de silêncio. O barulho do esquecimento,o cair da folha; O Outono de súbitas incertezas.
Os Deuses festejam a vinda de Baco. O festim da mesa farta. As castanhas assadas, a água pé,o Pão de Ló batido com a força do coração...
Recordar cheiros,lembrar mimos da infância (...).Depressa chega a azáfama à cozinha. A mesa posta,um prato a mais para uma chegada imprevista (...) Tudo é miragem!...Como num filme de curta metragem, a fita enrola-se sem o esperado final. Desliga a lucidez do momento,as mãos repõem os fios de cabelo soltos na brancura da neve. Os dias tornam-se inevitavelmente iguais. A claridade encerra os caprichos da espera. Sonha!... Espera no exílio do tempo. Há quem perca a memória para lá do horizonte...
Célia M Cavaco / Desvios
